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Ex-presidente do Peru é preso por escândalo da Odebrecht

16 Julio 2017

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht teria pago ainda US$ 29 milhões (R$ 93 milhões) em propinas no Peru entre 2005 e 2014, período que compreende os governos de Alejandro Toledo, Alan García e Humala.

O juiz também considerou que "existem evidências substanciais” contra Humala e Heredia sobre o crime de lavagem de dinheiro e disse que a prisão preventiva vai garantir a presença do casal para os fins do processo e evitar que tentem interferir na produção de provas".

O procurador Germán Juárez acusou o casal Humala e Nadine de lavar dinheiro nas campanhas presidenciais de 2006 e 2011. A apresentação da acusação pelo Ministério Público teve início na quarta-feira à noite e foi retomada no dia seguinte à tarde.

O casal chegou à cadeia do Palácio de Justiça, em Lima, em uma caminhonete da polícia, após se apresentar no Tribunal Penal Nacional, onde o juiz aprovou o pedido da promotoria que investiga Humala e Heredia pelo suposto recebimento de doações irregulares nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 das empresas brasileiras Odebrecht e OAS. A prisão preventiva foi então a forma encontrada para precaver essa situação e, de acordo com a justiça, para permitir a continuação das investigações. Mesmo assim, o ex-presidente e a esposa se apresentaram à Justiça para cumprir a pena. O juiz Richard Carhuancho, uma espécie de Sergio Moro peruano, e que já tinha ordenado a prisão de Alejandro Toledo, decretou uma preventiva de 18 meses (!) para Humala e esposa.

Entre as informações entregues pelo promotor estão documentos sobre a transferência de dinheiro entre a conta do Partido Nacionalista e a de Nadine Heredia, acrescenta.

"Apesar da arbitrariedade, estamos aqui, acreditamos que a decisão será revertida". Segundo a Globo, atuais e antigos executivos da construtora admitiram à justiça o pagamento de mais de 780 milhões de dólares em subornos, entre 2001 e 2016, distribuídos por políticos, partidos, empresários e funcionários públicos, espalhados por 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.

"Esta é a confirmação do abuso de poder, nós vamos enfrentá-la, em defesa de nossos direitos e dos direitos de todos", disse Humala por meio de seu Twitter. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".

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